Áreas de atuação

Dentro deste amplo espectro de atuação, o CPRA está atualmente estruturado em cinco áreas temáticas. Desde 2011, passa por um processo de reestruturação ainda em andamento. A seguir, uma breve descrição das atividades em cada área – algumas já implantadas e outras previstas para quando a reestruturação estiver concluída.

Recursos Naturais

Base para qualquer sistema de produção, os recursos naturais assumem ainda maior importância na agroecologia. Uma das áreas de interesse do CPRA é o estudo e acompanhamento da evolução das características dos solos em nossa Fazenda Agroecológica. 

Animais silvestres: A fauna nativa pode representar ameaça ou oportunidade para viabilização de unidades produtivas. Nessa perspectiva, uma área na qual O CPRA se destaca é a meliponicultura – isto é, a criação de abelhas nativas do gênero Melipona, também conhecidas como abelhas sem ferrão. É uma atividade de suma importância devido ao serviço ambiental que estes insetos representam na polinização de plantas. Além disso, a produção de mel pode ser importante alternativa de renda para a agricultura familiar. 

Conservação ambiental: Um dos principais atributos da agroecologia é a harmonização entre conservação ambiental e produção de bens e serviços. O CPRA busca ampliar a divulgação dos conhecimentos acerca desta dimensão específica da agricultura de base ecológica, com vistas à sua promoção junto a agricultores e responsáveis por políticas públicas.

Manejo de dejetos e resíduos: Numa interface clara com a produção, o manejo de dejetos e resíduos também é um tema de relevância na programação de trabalho da Fazenda Agroecológica do CPRA.


Engenharia Alternativa

Dentro dos preceitos da agroecologia, é pertinente pensar em sistemas e edificações ambientalmente sustentáveis e de menor custo energético. Neste sentido, o CPRA desenvolve atividades nas seguintes linhas de ação:

Energia alternativa e renovável: Captação, armazenagem e aquecimento de água de chuva com energia solar; aproveitamento da energia solar para desidratação de vegetais; e aplicação de energia eólica em estabelecimentos rurais.

Bioconstruções: Utilização de recursos naturais na construção de estruturas e benfeitorias para agricultura familiar, tais como o bambu, solo-cimento, adobe e outros.

Equipamentos de baixa potência: Reduzir o consumo energético e as emissões poluentes é uma das metas do CPRA. Por isso, investimos no desenvolvimento, avaliação e difusão de equipamentos que exigem menor potência de tração – exercendo assim menor impacto e compactação sobre a estrutura do solo.


Produção Vegetal Integrada

Dentre as principais atividades do CPRA está a Produção Vegetal Integrada. Neste contexto, a instituição se dedica ao desenvolvimento das seguintes atividades:

Olericultura: Produção em base agroecológica de olerícolas em cultivo aberto e protegido em períodos de entressafra; resgate de variedades e produção de sementes; hortas circulares do tipo mandala.

Plantas medicinais, aromáticas, condimentares e ornamentais: Seleção de espécies e variedades para cultivo em bases agroecológicas; produção de sementes e mudas; beneficiamento e armazenagem; sua introdução em sistemas agroflorestais; utilização de plantas medicinais na fitoterapia para saúde humana e animal; paisagismo.

Grãos: Cultivo integrado em sistemas de produção pecuária e florestal; manejo de ervas espontâneas; manejo da fertilidade do solo.

Fruticultura: Produção em policultivos; cultivo integrado à produção animal.


Produção e Bem-Estar Animal

Na área de Produção e Bem-Estar Animal, o CPRA se dedica aos seguintes temas:

Bovinocultura de leite: Pastoreio Racional Voisin (PRV); sistema silvipastoril; manejo sanitário em bases agroecológicas; manejo para o bem-estar animal; estudos para viabilização da produção e comercialização diferenciada de leite orgânico.

Avicultura de corte e postura: Criação em sistemas de base agroecológica em integração com outras atividades, tais como olericultura e fruticultura; manejo alimentar com utilização de produtos alternativos e subprodutos dos cultivos associados na dieta; estudos visando a organização da cadeia produtiva de frango e ovos orgânicos.

Ovinocultura de corte: Criação em sistemas integrados com a fruticultura; manejo sanitário com fitoterapia e homeopatia para controle de endoparasitas.


Socioeconomia e Comercialização

Servir como uma ponte entre produtores rurais e o mercado: essa é uma das importantes metas do CPRA. Buscamos propiciar uma comunicação mais eficaz entre os diversos elos da cadeia orgânica. Para isso, é necessário criar novas alternativas de comercialização – e também validar estratégias que facilitem a relação direta entre agricultores e consumidores.

No plano teórico, estudos sociológicos acerca destas dinâmicas também fazem parte da atuação do CPRA. Economia solidária e economia ecológica, por exemplo, são alguns temas que exemplificam os interesses teóricos que o CPRA mantém nesta área de atuação, sempre com destaque para o caráter interdisciplinar da agroecologia e sua visão sistêmica.

O CPRA mantém um núcleo do Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos (PPCPO), que conta com uma equipe composta por técnico agrícola, engenheiro agrônomo, médico veterinário e estudantes de ciências agrárias. O objetivo do programa é auxiliar agricultores no processo de adequação da propriedade à conformidade orgânica, e também auxiliar os produtores já certificados.



Além de atuar nessas distintas divisões temáticas, o CPRA ainda conta com uma Área de Comunicação, Capacitação e Informação. Tal setor incumbe-se de tarefas como:

  • Organização de eventos;
  • Elaboração de materiais bibliográficos;
  • Sistematização e disponibilização de informações relacionadas à agroecologia e à produção orgânica.

Outra iniciativa conduzida pelo CPRA é o trabalho com as Redes de Referências. Trata-se de um levantamento sistemático – pautado por critérios metodológicos adaptados à realidade paranaense – de propriedades agroecológicas distribuídas no estado. Essas propriedades são pontos de ação integrada entre agricultores e parceiros com o objetivo de:

  • Validação e comunicação de tecnologias;
  • Levantamento de demandas;
  • Geração de indicadores. 

Esse trabalho, que se iniciou no segundo semestre de 2016, está em andamento e tem por meta inicial estabelecer propriedades de referência na Região Metropolitana de Curitiba.



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