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21/09/2017

Projeto do CPRA deve abrir novos caminhos para a agricultura orgânica na Região Metropolitana de Curitiba

Nesta terça-feira (19/09/2017), membros do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) partilharam alguns resultados preliminares do projeto Produção em Base Agroecológica na Região Metropolitana de Curitiba. A apresentação desses dados aconteceu na última reunião conjunta da Câmara de Agroecologia do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (CEDRAF) e da Comissão Estadual da Produção Orgânica (CPOrg-PR). Desta vez, a reunião aconteceu no auditório do CPRA, em Pinhais (PR).

Desde novembro de 2016, bolsistas e técnicos do CPRA acompanham uma rede de 22 propriedades rurais agroecológicas no entorno da capital. Objetivo: realizar um diagnóstico das principais demandas e oportunidades para que a produção orgânica na região chegue a novos patamares. Mais qualidade de vida para os agricultores; e maior eficiência nos sistemas de produção são algumas das metas almejadas pelo projeto Produção em Base Agroecológica na Região Metropolitana de Curitiba.

Esse projeto se encaixa no âmbito do programa Hortaliças Saudáveis, um dos projetos estratégicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB). “A Região Metropolitana de Curitiba é uma área ambientalmente sensível: há presença de muitos mananciais e, no entanto, ainda encontramos práticas incorretas de manejo de solo e mesmo uso incorreto ou indevido de agrotóxicos”, disse durante a reunião o engenheiro agrônomo Márcio Miranda, diretor-adjunto do CPRA.

Nas propriedades orgânicas ou agroecológicas, porém, esses problemas são minimizados – ou inexistentes. Por isso, a agroecologia é uma aposta inteligente não só para os agricultores mas também para o poder público.

“Na primeira fase de nosso projeto, fizemos um diagnóstico detalhado da área e das propriedades selecionadas; agora, queremos compartilhar nossos resultados com a comunidade e encaminhar propostas para a melhoria dos sistemas produtivos que temos acompanhado”, afirma Miranda. Isso deve acontecer a partir de novembro próximo – com a esperada renovação do projeto por parte da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), que, por meio do Fundo Paraná, tem sido importante parceira do CPRA na promoção de uma agricultura mais eficiente e mais responsável do ponto de vista socioambiental.

Os participantes da reunião mostraram-se entusiasmados com a ideia. “A iniciativa traz um grande potencial para o desenvolvimento territorial do Paraná”, opina o engenheiro agrônomo Rogério Macedo, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). “Esse projeto, aliás, deveria ser replicado em todo o estado.”

Henrique Kugler



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