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29/01/2018

Abelhas nativas | Moradores da Ilha do Mel participam de curso de meliponicultura

Com sua beleza paradisíaca, a Ilha do Mel (PR) é um dos destinos turísticos mais procurados do litoral paranaense. Todos já ouviram falar de suas belas praias, mas poucos sabem que a ilha também é o lar natural de pequenos habitantes ilustres: as abelhas nativas sem ferrão.

Por isso, no final de 2017 um dos moradores da ilha procurou o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) para saber mais sobre o curso ‘Criação racional de abelhas nativas’, ofertado regularmente pela instituição. É um dos cursos mais procurados pelo público. Oferecido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), é ministrado pelo engenheiro agrônomo Hermes Palumbo, que acumula décadas de experiência na lida com as abelhas nativas.

Eis que surgiu a ideia de, pela primeira vez, realizar uma edição do curso na Ilha do Mel. O encontro aconteceu entre os dias 23 e 27 de setembro. “Participaram 10 pessoas e todos adoraram as aulas”, conta o participante Guilherme Grotti Espinosa, um dos responsáveis pela organização do curso, que contou com o apoio da Pousada Estrela do Mar.

A Ilha do Mel é, de fato, um local promissor para o desenvolvimento da meliponicultura. Quer saber por quê? Confira, a seguir, o relato de Espinosa sobre a primeira edição do curso ‘Criação racional de abelhas nativas’ em um dos locais mais belos do litoral paranaense:


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“Hoje em dia, quase toda a economia da Ilha do Mel gira em torno do turismo. A meliponicultura, além de ser importante para a preservação ambiental, pode ser uma outra forma de renda para a comunidade – unindo a produção rural ao turismo.

Aliás, o turismo na ilha tem o poder de expor a meliponicultura como vitrine, disseminando o conhecimento sobre as abelhas nativas pelo mundo por meio dos turistas. A Ilha do Mel é o segundo maior pólo turístico do Paraná, ficando atrás apenas de Foz do Iguaçu. Segundo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), mais de 30 mil turistas visitaram a ilha entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018.

Nossa ideia é que a meliponicultura possa se tornar, em alguns anos, parte da identidade da Ilha do Mel. Há várias razões para isso: a facilidade e simplicidade do manuseio; o fato de estarmos em uma área de preservação ambiental; e a própria relação que a atividade tem com o nome da ilha.

Ou seja: além da possibilidade de as famílias poderem produzir, consumir e vender novos produtos, a meliponicultura ainda pode se tornar um atrativo turístico para o fluxo de turistas – muitos dos quais terão curiosidade em conhecer as abelhas indígenas da Ilha do Mel e sua importância para o meio ambiente.”




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