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16/10/2018

Propriedade de referência recebe implantação de sistema agrossilvipastoril em Bocaiúva do Sul

por Marina Creplive


Na última semana, o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), em parceria com o Colégio Estadual Newton Freire Maia, participou da recuperação de uma área em Bocaiúva do Sul, região metropolitana de Curitiba.

A ação aconteceu em uma propriedade de referência do Projeto Produção em Base Agroecológica na Região Metropolitana de Curitiba (PBARMC), conduzido pelo CPRA em conjunto com a EMATER. Há mais de 30 anos com o cultivo de Bracatingas – árvore nativa do Sul –, a área foi desflorestada com a liberação do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), tendo como intuito o aumento do número de piquetes para manejo de bovinos, além do plantio de grãos e árvores.

A semeadura foi realizada pelos alunos do curso técnico em agropecuária do Colégio Estadual, com orientação dos técnicos do CPRA e dos professores Maria Emília Frankowski e Carlos Roberto de Azevedo. Para Tammy Barretto, proprietária do local, essa integração e aprendizado são essenciais para adentrar ao mercado de trabalho. “É importante para eles aprenderem a lidar com a agroecologia. É muito fácil passar um trator, limpar tudo e plantar com uma plantadeira, aqui eles estão aprendendo o valor agricultura familiar e da terra”, acrescenta a dona da área e também veterinária.

Rai Tortato, de 16 anos, conta que a prática foi fundamental para complementar o conhecimento teórico. Após finalizar o nível técnico, o estudante pretende cursar agronomia. “Eu acho muito interessante a parte da agroecologia, cuidar do meio ambiente. Gostaria de me aperfeiçoar”, afirma.

A agroecologia sempre foi assunto sério na propriedade. Mesmo antes de participarem do projeto de referência, os cultivos eram livres de agrotóxico e com manejo agroecológico há mais de 10 anos. “Se a gente aprende a lidar com a natureza, ganhamos muito mais. É gratificante estar incluso nela e não se sentir superior”, comenta a proprietária.

Próximo passo

A implantação do sistema ainda não está completa: em breve, serão plantadas árvores nativas, como Ipê, Canela, Aroreira, Imbuia, entre outras.  No local, já foi construído um terraço – barreira física para conversação do solo – onde será realizado o plantio das árvores para evitar consequências futuras, como desmoronamentos e erosão. Além disso, a ação também tem o objetivo de sombreamento para os animais. A preocupação reforça o motivo da propriedade ter se tornado referência em manejo agroecológico e de levar em sua história o respeito à natureza.


 


 

 

 

 

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