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12/07/2019

CPRA participa da segunda edição da Expo Educação

Por Thaiany Osório 

O Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) participou, nos dias 03 e 04 de julho, da segunda edição da Expo Educação 2019, organizada pela Secretaria Municipal da Educação de Curitiba. A feira de inovação, que aconteceu no Espaço Expo Renault no Parque Barigui, recebeu aproximadamente 20 mil visitantes, entre professores das redes pública e privada, servidores municipais e comunidade.

O convite para participar da feira partiu da Coordenadoria de Equidade Família e Rede de Proteção (CEFAR), da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba. O espaço reservado ao CPRA, logo na entrada do pavilhão, abrigou a geodésica e a barraca em bambu. Além disso, o Centro de Agroecologia também contribuiu com a exposição das abelhas Mirin Guaçú, o minhocário e diversas espécies de plantas medicinais. 

De camiseta, o técnico do CPRA, Ivo Melão, conversando com um visitante. Ao fundo, da esquerda para a direita, a barraca e a geodésica, ambas feitas em bambu. (Foto: Thiago Maceno)
De camiseta, o técnico do CPRA, Ivo Melão, conversando com um visitante. Ao fundo, da esquerda para a direita, a barraca e a geodésica, ambas feitas em bambu. (Foto: Thiago Maceno)  

Para Carla Andreza Trisotto, coordenadora da CEFAR, não se pode esquecer que a Expo Educação é uma ação formativa e que os espaços precisam falar por si mesmos. Com o sonho de um dia ver a feira inteiramente sustentável, Carla observa o importante papel do Centro de Agroecologia ao servir de exemplo, não só para as secretarias municipais, mas também para todos que visitaram a feira. “A nossa ideia é que a Expo daqui um tempo seja inteiramente geodésica e que a gente não tenha mais nenhum recurso industrializado”, explica ela. 

Ivo Melão, responsável pela área de socioeconomia, comercialização e consumo do CPRA reforça que a presença da instituição em eventos formativos são importantes, visto que uma das suas missões é levar ao público outras formas de produzir e consumir alimentos. Ele também observou que, em comparação ao ano passado, os visitantes desta edição se mostraram mais curiosos e interessados nas exposições agroecológicas. Carla reparou o mesmo, observando o maior número de famílias circulando pela feira e fazendo perguntas. “O que é ver os filhos dos servidores tocando no minhocário? Entendendo o lixo orgânico, a importância de cuidar desse ambiente… Não é só separação de lixo, e eles entenderam isso”, ressalta ela.  

Visitantes reunidos em torno do minhocário. Está é a segunda vez que o Centro participa do evento. (Foto: Thiago Maceno)
Visitantes reunidos em torno do minhocário. Está é a segunda vez que o Centro participa do evento. (Foto: Thiago Maceno)  

Educação ambiental e agroecologia

Parceiros do CPRA desde o ano passado, Carla admite que a CEFAR possui um trabalho prático muito tímido com a agroecologia. Entretanto, o cuidado com o meio ambiente é um tema que vem sendo debatido em todas as secretarias municipais de Curitiba há pelo menos 10 anos. Atualmente, há um programa de educação ambiental nas escolas, e grande parte delas já possui jardins, hortas e pomares. Algumas, inclusive, trabalham com composteiras e usam os produtos da horta na alimentação as crianças. 

Por isso, o CPRA ocupar espaços formativos e contribuir sanando dúvidas é tão significativo. “É importante que elas [professoras e profissionais da educação] saibam que é possível fazer uma horta com uma prática agroecológica e orgânica”, explica Melão. Na contrapartida das crianças, a superintendente de Gestão Educacional da Secretaria Municipal da Educação, Elisângela Mantagute, relembra o importante papel influenciador que as crianças têm em suas famílias, repassando conceitos aprendidos na escola para os pais. Mantagute cita as hortas urbanas, altamente incentivadas na atual gestão da prefeitura, como uma forma de aproximar as famílias e de tornar prático o que as crianças aprendem nas escolas. “Sempre falamos que cuidar do meio ambiente é cuidar si.”, explica ela, se referindo às ações educacionais que partem dos indivíduos, mas que se expandem.
Visitantes reunidos em torno das plantas medicinais. (Foto: Thiago Maceno)
Visitantes reunidos em torno das plantas medicinais. (Foto: Thiago Maceno)

O desafio de educar sobre questões ambientais, seguido da necessidade de garantir que essa educação seja de qualidade, é uma missão que começa desde os primeiros anos da vida dessa criança. Carla, observando a última década, percebe que a Secretaria de Educação vem entendendo melhor como a educação ambiental funciona. “É um olhar vem se aprimorando”, esclarece. Para Ivo Melão, que vê a curiosidade da criança como um aliado, concorda: “É um desafio, mas se há uma formação dentro da escola, uma ambiente favorável no núcleo familiar, essa criança começa a pensar, conhecer e entender outros valores relacionados ao meio ambiente.”, finaliza.

(Foto: Thiago Maceno)

(Foto: Thiago Maceno)

(Foto: Thiago Maceno)
(Foto: Thiago Maceno)

(Foto: Thiago Maceno)
(Foto: Thiago Maceno)

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