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29/10/2019

CPRA marca presença na 3ª edição do HortPANC

Por Thaiany Osório 


Nos dias 15,16 e 17 de outubro, ocorreu a 3ª edição do Encontro Nacional de Hortaliças Não Convencionais (HortPANC), em Curitiba, Unibrasil. O primeiro encontro foi sediado em Brasília e o segundo na capital paulista. A proposta é que, a cada ano, o evento percorra as capitais e principais cidades do país para cumprir o objetivo de aproximar profissionais de diferentes setores relacionados às hortaliças não convencionais.

No segundo dia do evento, após a apresentação de diversas iniciativas dentro de instituições de pesquisa, abriu-se espaço para a apresentação de trabalhos acadêmicos com a temática das PANC’s. Cerca de quarenta expositores compareceram, entre eles o Engenheiro agrônomo Ivo Melão, que coordena a área de  Socioeconomia, Comercialização e Consumo do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA). Melão escreveu o trabalho com a artista e professora assistente na área tridimensional da UNESPAR, Débora Santiago, a farmacêutica, Mariane Mendonça, e a professora do departamento de Nutrição da Universidade Federal do Paraná, Islandia Bezerra. 

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Na foto, Débora Santiago e Ivo Melão. (Foto: Thaiany Osório)
O artigo, “‘Lembra minha  infância’: a presença das panc no diálogo de saberes agroecológicos”, se propunha a relatar as diversas experiências do Grupo de Pesquisa e Extensão: monGARU, que realiza a “Instalação Artística-Pedagógica Itinerante – aliMENTE-SE”. Nas ações, o Grupo tem trazido o debate das PANC’s dentro do contexto da nutrição, enquanto dialoga as formas de valorizá-las como parte da cultura alimentar. 

Para Débora Nascimento, as instalações pedagógica são importantes porque trazem temas como agroecologia, feminismo e nutrição para o ambiente acadêmico. Esse resgate de saberes populares, assim como o papel da arte como divulgadora e guardiã dessa sabedoria, eleva o debate das PANC’s como instrumento potencializador da soberania alimentar, tema muito debatido dentro do movimento agroecológico.  

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(Foto: Thaiany Osório)
“Esse é o meu primeiro ano participando, e fico muito feliz de ver que os trabalhos dos colegas seguem na mesma linha do nosso”, explica a professora, que observa uma união entre os entusiastas e divulgadores das PANC’s, que buscam entender melhor o tema. O mesmo foi observado pelo Engenheiro Agrônomo Ivo Melão, que vê com positividade o interesse de instituições públicas e privadas se voltarem para as PANC’s. “Não tinha dimensão da  procura dos chefes de cozinha pelas PANC’s. Aos poucos isso é algo que pode influenciar a entrada delas nos hábitos alimentares das pessoas”, finaliza. 

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