Abelhas nativas: CPRA oferece curso de meliponicultura

Data 13/12/2016 | Assunto: Cursos & Eventos

Quando se fala em abelhas, geralmente pensamos em duas coisas: mel ou ferrão. “mas a importância desses insetos para o ambiente natural vai muito além disso”, ensina o técnico agrícola Valcir Wilhelm, do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA). Afinal, as abelhas são também responsáveis pela dinâmica de polinização de inúmeras espécies vegetais presentes em nossas matas nativas.
Quando se fala em abelhas, geralmente pensamos em duas coisas: mel ou ferrão. “Mas a importância desses insetos para o ambiente natural vai muito além disso”, ensina o técnico agrícola Valcir Wilhelm, do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA). Afinal, as abelhas são também responsáveis pela dinâmica de polinização de inúmeras espécies vegetais presentes em nossas matas nativas. É por isso que esses pequenos insetos exercem um papel tão crucial: eles são protagonistas em interações biológicas de fundamental importância para a manutenção da biodiversidade.

Acredita-se que existam cerca de 30 espécies de abelha no paraná. A maioria delas pertence ao gênero melipona – são também conhecidas como abelhas sem ferrão. O mel por elas produzido é muito especial. Além de um sabor bastante característico, o produto tem também muitas propriedades medicinais. O preço pode ser de 8 a 10 vezes mais caro que o do mel comum, que é produzido por abelhas do gênero apis. "Um pequeno frasco de 60 ml, por exemplo, custa algo em torno de R$15 a R$20", contextualiza Palumbo.

No paraná, um dos maiores especialistas no assunto é o engenheiro agrônomo Hermes Palumbo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-PR). Na semana passada, ele ministrou o curso trabalhador na meliponicultura. A iniciativa é uma parceria entre o CPRA e o SENAR-PR.


As aulas aconteceram na sede do CPRA, em Pinhais, e o programa contou também com uma visita a Mandirituba (PR). Lá, os alunos vivenciaram na prática o cotidiano do meliponicultor Benedito Uczai, da Associação de Mandirituba de Meliponicultores (AMAMAEL). Curiosidade: o nome Mandirituba deriva de dois vocábulos indígenas. Na língua tupi, manduri significa ‘abelhas’. E tyba significa ‘abundância’.


Henrique Kugler



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